A Lenda do Vinho PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Maria Emília Amaral Teixeira   

dionisioEra uma vez um homem de nome Dioniso, que, muito moço ainda, tinha vindo da Itália para a Grécia, em tempos que já lá vão, há muitos milhares de anos.

Cansado e trôpego, saudoso da sua terra, lembrou-se um dia de voltar ao país onde nascera, a fim de nele morrer. Preparou-se para a jornada, que era longa e trabalhosa. Ao abalar, atravessando campos, quis levar para Itália a linda planta da vinha, que na sua infância não se recordava de ter lá visto.

Cuidadosamente arrancou do chão uma pequeníssima videira; e como não tinha vaso para a transportar, procurou o que no lugar poderia encontrar para esse fim. Achou um osso de galo. Esvaziou-o, e lá meteu as raízes da plantinha, com uma pitada de terra.

Seguiu o seu caminho, e, passado tempo, como a videira fosse crescendo, já não cabia onde o bom Dioniso a metera. O homem, encontrando um osso maior, o de um leão, para ele a transportou.

Tempos ainda passaram, e a planta, continuando a crescer, em breve não coube também no osso de leão, sendo preciso que o nosso viajante a mudasse para um osso de burro, maior ainda.

Assim chegou Dioniso com a vinha às terras da formosa Itália. Ali a plantou com todo o jeito. Dela, mais tarde, se cortaram bacelos que formaram vinhedos, vinhedos que deram uvas, uvas com que se fez vinho, vinho que os homens beberam com delícia.

Sucedeu-se então um maravilhoso caso!

 
A Vinha e o Vinho PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Pedro Malheiro   
Desde a Antiguidade que a cultura da vinha tem grande importância e influência nesta Região, tanto no aspecto socio-económico como paisagístico. Apontamentos literários e vestígios arqueológicos indicam que esta cultura já existia durante a ocupação Romana no séc. III a.C.. Segundo o Prof. Fregoni – citado por Duarte Amaral – foram homens naturais da Toscana integrados nas legiões romanas que terão introduzido no Minho a forma de condução da vinha em enforcado. Uma doação do Rei Ordonho, de 915, à Igreja de S. Tiago (hoje freguesia da Correlhã, Ponte de Lima) refere vinhas nesses domínios. Sabe-se que na segunda metade do séc. XIV saíam pela barra de Viana e com destino a Inglaterra, conjuntamente, os vinhos tintos de Monção e da Ribeira-Lima. Mais recentemente, nos finais do séc. XIX e em consequência da catástrofe vitícola europeia provocada pela filoxera, foram exportados para Bordéus vinhos da Ribeira-Lima.