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Era uma vez um homem de nome Dioniso, que, muito moço ainda, tinha vindo da Itália para a Grécia, em tempos que já lá vão, há muitos milhares de anos.
Cansado e trôpego, saudoso da sua terra, lembrou-se um dia de voltar ao país onde nascera, a fim de nele morrer. Preparou-se para a jornada, que era longa e trabalhosa. Ao abalar, atravessando campos, quis levar para Itália a linda planta da vinha, que na sua infância não se recordava de ter lá visto.
Cuidadosamente arrancou do chão uma pequeníssima videira; e como não tinha vaso para a transportar, procurou o que no lugar poderia encontrar para esse fim. Achou um osso de galo. Esvaziou-o, e lá meteu as raízes da plantinha, com uma pitada de terra.
Seguiu o seu caminho, e, passado tempo, como a videira fosse crescendo, já não cabia onde o bom Dioniso a metera. O homem, encontrando um osso maior, o de um leão, para ele a transportou.
Tempos ainda passaram, e a planta, continuando a crescer, em breve não coube também no osso de leão, sendo preciso que o nosso viajante a mudasse para um osso de burro, maior ainda.
Assim chegou Dioniso com a vinha às terras da formosa Itália. Ali a plantou com todo o jeito. Dela, mais tarde, se cortaram bacelos que formaram vinhedos, vinhedos que deram uvas, uvas com que se fez vinho, vinho que os homens beberam com delícia.
Sucedeu-se então um maravilhoso caso!
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