Padre Manuel José Barbosa Correia

É com verdadeiro prazer que consagramos breves referências – nem a índole deste livro permite extensas apologias, embora merecidas, como no presente caso – ao actual Prior da nossa Vila.

Não há como uma obra para termos o espelho de um coração e de um carácter. E o Sr. Padre Correia realizou essa obra – e benfazeja é ! O leitor, se é de Ponte de Lima, conhece-a e admira-a, louvando convictamente o virtuoso sacerdote.

Com efeito, a Oficina de S. José, por ele criada, diz-nos inequivocamente dos impulsos generosos da sua alma, e do amplo conhecimento das necessidades que atormentam as crianças órfãs do nosso concelho.

A Senhora D. Laura Freire de Andrade, da freguesia da Feitosa, pensou deixar os seus haveres ao pároco daquela vizinha povoação, que era, a esse tempo, o Sr. Padre Correia. O honrado levita não quis para si tal fortuna, aconselhando a sua paroquiana a legar tudo aos pobres – a esse conselho obedeceu seu testamento, pelo que foi possível fundar-se essa prestantíssima instituição, que tem o nome do marido da bondosa senhora e em que os rapazinhos recebem instrução e educação, ao mesmo tempo que se preparam para as lutas ásperas da vida pela aprendizagem duma profissão.

A Oficina de S. José fez desaparecer dos nossos olhos o deprimente espectáculo de miúdos esfarrapados e vagabundos a enxamearem a vila e dá-nos a consoladora certeza de que serão amanhã cidadãos morigerados, honestos e trabalhadores, úteis portanto a si, à família e à sociedade.

Além da escola primária, os internados da Oficina de S. José de “José Freire de Andrade” tem três oficinas de artes e ofícios: alfaiataria, sapataria e marcenaria, dirigidas por mestres competentes, das duas últimas tendo saído, há cerca de dois anos, uma expressiva exposição, que foi justamente apreciada.

Oxalá os favorecidos da sorte, que podem emprestar a Deus, se lembrem de ajudar tão humanitário estabelecimento local, evitando deste modo muitas e graves preocupações de ordem económica e financeira ao Sr. Padre Correia!

Elucidário Regionalista de Ponte de Lima
2ª Edição 2005

João Francisco Rodrigues de Morais

João Francisco Rodrigues de Morais

(Um dos maiores beneméritos da nossa terra)

Há muitos anos já, que desapareceu do número dos vivos, o ilustre benemérito limarense João Rodrigues de Morais.

Em comovente carta a Alberto de Oliveira, escreveu o nosso Poeta Feijó que os “os mortos não morrem completamente enquanto a gente se lembra deles”. Poder-se-á aplicar esse conceito a João Francisco Rodrigues de Morais.

Não, não morreu. A personalidade do distinto filantropo permanece na memória de quantos o conheceram, com ele conviveram ou dele receberam quaisquer benefícios.

A vila de Ponte de Lima, na sua parte alta, foi obra deste incansável cidadão. Pode dizer-se que um dos seus bairros foi por ele mandado construir.

No momento em que tracejamos estas desataviadas linhas, nós vemos nas suas ruas alindadas e amplas, as suas confortáveis casas, habitações de gente que trabalha e a quem o saudoso benemérito proporcionou esse bem-estar – e, ao fazê-lo, ao evocar este seu inesquecível auxílio prestado ao proletariado, a nossa alma sente que nunca lho agradeceremos.

Para tanto, adquiriu todos os prédios das Ruas Conde de Ferreira e da que hoje tem o seu nome. Fê-los demolir e em seu lugar edificou outros novos, alargando assim aquelas artérias. Além disso, dotou-nos com o magnifico Teatro, denominado de “Diogo Bernardes”.

Como noutra publicação se registou, “à sua porta nunca bateu ninguém que precisasse, que não fosse atendido, e são inúmeras as esmolas e pensões, que distribuiu, pela pobreza envergonhada.

“Vejam-se as construções e edificações que tem levantado e a azáfama constante e interminável dos serviços e obras em que se ocupam dezenas e dezenas de pessoas e em que muito e muito se gasta”.

Mercê dum profícuo esforço e de uma irrepreensível linha de conduta, João Francisco Rodrigues de Morais conseguiu vencer em terras de Santa Cruz, onde adquiriu a fortuna que tão bem-estar espalhou entre as famílias operárias do nosso pequeno burgo.

Asilos, Associações, Bombeiros, Hospital Escolas, (e a do sexo feminino desta Vila tem o seu nome), iniciativas particulares, todas conheceram as dádivas incessantes deste notável filantropo.

Verdadeiro gentleman, dotado de singular cultura, tinha em sua casa uma das primeiras bibliotecas de Ponte de Lima, que seu filho, o nosso ilustre amigo Dr. Filinto de Morais, conserva religiosamente na sua habitação meio museu e da qual conhecemos algumas preciosidades bibliográficas.

O inolvidável benemérito, além de outros, ofereceu o magnifico prédio onde está instalado o Asilo de Inválidos Camões, ao qual, no seu testamento, deixou 20.000$00, assim como legou à Confraria de N. Senhora da Lapa, a quantia de 10.000$00.

Ponte de Lima perdeu nele um dos seus mais distintos filhos e ainda recorda, com profunda saudade, tão veneranda figura.

Honremos a sua memória.

Elucidário Regionalista de Ponte de Lima – 2ª edição 2005

Beato Francisco Pacheco

Fidalgo de Geração, Francisco Borges Pacheco nasceu na Quinta de Barrô, Correlhã, em Ponte de Lima, em 1566. Vestiu a roupeta da Companhia em Coimbra, foi enviado como Missionário para a Índia, exerceu funções como Provincial e reitor do Colégio de Macau e seguiu depois para o Japão, onde teve um profícuo desempenho na organização da Igreja local como Administrador Apostólico da sua Diocese e mesmo no trabalho de sapa, labutando humildemente na evangelização dos japões. Mas a cruel perseguição que o Xogun moveu à comunidade cristã remeteu-a às catacumbas, passando também ele à clandestinidade na permanente expectativa do martírio pro fide. Morreria queimado a fogo lento na cidade de Nagasaqui, a 20 de Julho de 1626, enquanto o Japão se enquistava, mergulhando de novo num profundo isolamento.

Quando em 1854 se escancararam de novo as portas ao relacionamento internacional, vendo-se o país constrangido a abrir os portos às potências ocidentais, fazia mais de dois séculos que os portugueses de lá haviam sido expulsos e não esmorecera nunca a feroz perseguição a todos os que, pública ou recatadamente, se identificassem com a matriz cultural que lá deixáramos.

Com a abertura sucedem-se os acordos, os tratados e as embaixadas, constatando-se então a existência de uma prática regular, embora oculta e retraída, dos preceitos cristãos, de recitações e cânticos em português antigo, deturpado mas reconhecível e a veneração de medalhas legendadas em português distribuídas há mais de duzentos anos e zelosamente conservadas de geração em geração.

É este o nosso mérito! É por estes feitos que devemos ajuizar a nossa contribuição para um mundo melhor e mais alargado, para aquilo que hoje somos, recordando o esforço e o alto preço que nos custou a sementeira.

E foi nesta ingente tarefa que se assumiu, em toda  sua plenitude, a figura de Francisco Borges Pacheco. Beatificado pela Igreja em 1867, aguardamos ainda a melhor oportunidade para ouvir proclamar a sua canonização.

João Gomes de Abreu e Lima

Vale do Lima

Um rio dois países

Norton de Matos

José Mendes Ribeiro Norton de Matos

Dados Biográficos
Nasceu em Ponte de Lima, em 23 de Março de 1867.

Bacharel em Matemática pela Universidade de Coimbra em 1888. Esse bacharelato incluía as cadeiras de Física, Química, Botânica, Geologia e Minerologia da Faculdade de Filosofia, e a de Economia Política da faculdade de Direito.

Concluiu o curso de oficial do antigo Corpo de Estado Maior, na Escola do Exército, em 1890.

Seguiu para a Índia em 1898, e aí serviu 10 anos, sem vir a Portugal.

Nomeado Director da Repartição de Agrimensura do Estado da Índia, lugar que acumulava com os Serviços de Geodesia e Cadastro, que faziam parte daquela repartição.

Na Índia executou a triangulação secundária do território, e deixou quase completo o cadastro predial, rural e urbano. Exerceu com acumulação de serviços, muitas comissões, como a de Administrador das Matas, Director de Obras Públicas, membro do Concelho de Governo, delimitações de territórios, etc.

Foi encarregado de várias missões à Índia inglesa, sendo a maioria delas de estudo da organização de cadastro, do ensino técnico e de outros serviços da administração inglesa.

Voltando a Portugal, seguiu para o Oriente, a fim de secretariar a missão diplomática presidida pelo General Joaquim Machado, tendo por fim a resolução de assuntos diplomáticos com a China.

Regressou a Portugal em meados de 1910 e passou a fazer serviço no Corpo do Estado Maior. Foi colocado na Divisão Militar com sede em Viseu, onde demorou pouco tempo, por ter sido mandado exercer, em serviço de confiança, pelo General Correia Barreto, então Ministro da Guerra, o lugar de Chefe do Estado Maior em Coimbra. Nesta altura foi nomeado professor de Geodesia e Topografia do Instituto Superior Técnico, mediante concurso.

Em 1912 foi nomeado Governador Geral de Angola. A sua administração revela-se imediatamente pela atitude reformista. Publicou, durante o seu governo – 1912/1915 a importante circular de 17 de Abril de 1913, diploma de regras e princípios clássicos da política colonial.

Em 1915 entra no governo da Nação, primeiro como Ministro das Colónias e depois como da Guerra.

Terminada a I Grande Guerra, foi nomeado para fazer parte da Delegação Portuguesa, na Conferência da Paz.

Em 1920 foi nomeado Alto Comissário da República em Angola, tomando posse desse cargo no dia 16 de Abril de 1921.

Em 1923 e por iniciativa do Alto Comissário da República, realizou-se em Angola o Primeiro Congresso de Medicina Tropical, onde se reuniram sumidades médicas de todos os países.

Em 30 de Junho de 1924, e a seu pedido, deixou de exercer as funções de Alto Comissário da República de Angola.

Em 1924 foi nomeado Embaixador de Portugal em Londres, lugar que desempenhou até 1926.

A situação política criada pelo movimento de 28-05-1926, afasta-o do cargo. Organiza, então, a Sociedade Portuguesa de Levantamentos Aéreos. Colabora na imprensa Portuguesa.

Em 1949, solicitado pelos seus amigos e aplaudido por grande parte do Povo Português, apresentou a sua Candidatura à Presidência da República.

Pelos serviços prestados à Nação Portuguesa, foram-lhe atribuídas:

- Grã Cruz da Torre e Espada,

- Grã Cruz de Santiago,

- Grã Cruz de Aviz,

- Comenda da Ordem de Cristo,

Algumas nações estrangeiras distinguiram-no também, tendo-o agraciado com as seguintes condecorações:

- Grã cruz da Ordem Britânica de S. Miguel e S. Jorge,

- Grã Cruz da Coroa da Bélgica,

- Grã Oficialato da Legião de Honra.

Faleceu em Ponte de Lima a 2 de Janeiro de 1955.

Extraído do panfleto da CMPL
Recordar General Norton de Matos

Exposição sobre a sua Vida e sua Obra
Biblioteca Municipal de Ponte de Lima
De 3 a 31 de Janeiro de 2005

António Feijó

António Joaquim de Castro Feijó

Nasceu em Ponte de Lima, numa casa da Rua do Pinheiro em 1 de Junho de 1859 e morreu em Estocolmo, onde, inicialmente foi sepultado, em 20 de Junho de 1917.

Era o 4.º (e último) filho de José Agostinho de Sousa e Castro Correia Pimenta de Barbosa Feijó e de D. Joana do Nascimento Malheiro Pereira Lima e Sampaio.

Nos chamados “preparatórios” (liceu), estudou em Ponte de Lima, (onde foi aluno de Miguel Roque dos Reys Lemos) e em Braga.

Formou-se em Direito, em Coimbra, em 1882; o seu quarto de estudante na “Lusa-Atenas”, era um lugar obrigatório de reunião e convívio. Tinha, entre os seus amigos, o Conde d`Arnoso, Ramalho Ortigão, Fialho de Almeida, Alberto de Oliveira e Luís Magalhães.

Um espírito como o de António Feijó não poderia nunca adaptar-se ao ambiente forense. Reconhecendo este facto, o Poeta das “Bailatas” enveredou pela carreira diplomática, tendo exercido funções no Brasil (Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco e Recife); foi distinguido pela Academia Brasileira de Letras, que o admitiu como sócio.

Em 1891, parte para a Suécia, onde, ao longo de mais de 20 anos, desempenha as funções, primeiro de Cônsul-Geral e depois de Ministro Plenipotenciário.

Em 24 de Setembro de 1900 casa com D. Maria Luísa Carmen Mercedes Joana Levin, nascida em Paris, filha de pai sueco e de mãe equatoriana, que lhe dá dois filhos: António Nicolau e Joana.

Em 21 de Setembro de 1915, morre-lhe a esposa. Diz Albino Forjaz de Sampaio que “O seu enterro foi uma homenagem imponente em que as flores mandadas pelos reis e príncipes das três cortes da Escandinávia se misturavam com as flores do povo da pequena e graciosa capital sueca”.

Era “o princípio do fim” deste “marco” indelével da poesia Portuguesa; ao ler as suas palavras, transcritas pelo autor supra-citado, lembrei-me do “Frei Luís de Sousa”, de Almeida Garrett. Tal como Maria “morreu de vergonha”, assim António Feijó deverá ter morrido de saudade:

“Não me consolo, querido amigo. Toda a dor contém essa essência, o esquecimento.

Mas eu não quero esquecer. Os mortos não morrem completamente, enquanto a gente se lembra deles. E eu não quero que ela morra, enquanto eu andar neste mundo”.

Com o andar dos tempos, a sua saudade, longe de desvanecer-se, agrava-se progressivamente e, menos de 2 anos após a morte da esposa, António Feijó é subitamente atraiçoado (ou libertado?) pelo seu coração.

Decorria a 1.ª Guerra Mundial. O caixão de chumbo, que continha os restos mortais de D. Mercedes, aguardava, na capela do cemitério católico de Estocolmo, que o ódio entre os homens acabasse, para poder vir ocupar, em Ponte de Lima, o lugar que o poeta desejara para si também. Era o seu último desejo, que viria (ainda bem!) a ser satisfeito.

O 1.º passo para a consagração nacional de António Feijó foi a constituição, em Ponte de Lima, Viana do Castelo, Lisboa e Porto, de Comissões com o fim de levantar, em Ponte de Lima, um monumento ao Poeta. Este facto, do qual, como Vianense de nascimento e Limiano de amor, me vanglorio, ocorreu em 1922.

Reunidos em Lisboa, em 15 de Outubro de 1927, os “amigos e admiradores” de Feijó deliberam fazer todos os esforços no sentido de conseguirem a trasladação dos restos mortais de Mercedes e António Feijó eram sepultados no cemitério da Vila. Na tarde desse mesmo dia é lançada a primeira pedra para o monumento a erigir ao Poeta, que viria a ser inaugurado em 1 de Junho de 1938, sendo o busto da autoria do escultor Teixeira Lopes.

Em 1959, a Câmara Municipal de Ponte de Lima promove as comemorações de 1.º Centenário do seu nascimento e, 10 anos volvidos, o seu nome é escolhido para patrono da nova Escola Preparatória da Vila.

Em conclusão: em Ponte de Lima, a “terra mais linda” , repousam, para sempre, os restos mortais do Poeta e da sua Amada. Mais uma vez, a morte não triunfou, já que todos nós, os admiradores de António Feijó, não conseguimos ver aqueles dois túmulos monumentais, sem sentirmos uma certa emoção e profundo respeito.

António Feijó legou a sua preciosa biblioteca a Ponte de Lima.

Cardeal Saraiva

Frei Francisco de S. Luiz Saraiva

Nasceu em Ponte de Lima, na rua das Flores, na vila, em 26 de Janeiro de 1766. Pertencia a uma família da pequena burguesia, filho de Manuel José Saraiva e Leonor Maria Teodora Correia de Sá.

Nesse tempo ainda não havia escolas públicas, o ensino das primeiras letras era particular e elitista. Contudo, Francisco Justiano iniciou o seu percurso escolar aos 5 anos de idade aos cuidados de um professor particular. Aos 8 anos, um novo professor ensina-lhe também o latim, indispensável para poder prosseguir estudos mais avançados e, aos nove anos já se encontra inscrito na Cadeira Régia de Gramática Latina da vila, de acordo com as normas pedagógicas Pombalinas.
Sempre devotado ao estudo, sente especial predilecção pela História, disciplina que lhe veio dar um forte contributo para a formação e grande cultura humanista que possuía. Com o intento de se dedicar à vida religiosa, estuda Música Sacra e em 1780 entrava na ordem de S. Bento, no Mosteiro de Tibães, vindo a ser o beneditino mais célebre de todos os tempos. Após tomar o hábito em 1782, com o nome de Frei Francisco de S. Luís, continua os seus estudos de Retórica, Grego, Hebraico e Francês, além da Geografia, cronologia e preliminares de História Universal.
Feito o primeiro ano de Filosofia Racional e Moral no mosteiro de Rendufe, transfere-se para o convento da Estrela em Lisboa, onde conclui a sua preparação filosófica.

Saraiva acaba por ingressar na universidade de Coimbra para completar os estudos superiores de Filosofia e iniciar-se em Teologia. É no ambiente de Coimbra, entre mestres notáveis na docência da Filosofia e da Teologia, que Fr. Francisco de S. Luís vai consolidar a sua forte personalidade intelectual no campo das ciências divinas e humanas, ajudado principalmente por uma inteligência brilhante e uma exemplar formação moral religiosa. Destaca-se como estudante e professor, a ponto de se tornar célebre na corte e no país, antes de se dar à política e de se alcandorar Reitor da Universidade. Assim, de regresso à casa – mãe, é nomeado para  cargos da maior importância e responsabilidades no meio universitário e conventual. Nesses lugares mostrou-se activo, deixou obra.

Cardeal Saraiva foi mais do que um frade beneditino, um homem das letras, dotado de uma personalidade multiforme. Confirmando as suas capacidades literárias, Saraiva é premiado pela Academia das Ciências de Lisboa com a medalha de ouro e convidado mais tarde para sócio da Academia Real da Ciências.

A obra literária do Cardeal Saraiva desenvolve-se fundamentalmente no tratamento de temas históricos que lhe são caros. Escritor e investigador sagaz, conhecedor de reis, dos prelados e da Igreja Lusitana, dos descobrimentos, da língua e da literatura Portuguesa, em todos esses campos surge, durante mais do que um século, como autor de referência. Ainda hoje fonte de reflexão, de dados, de crítica, são os dez volumes estampados pela Imprensa Nacional, os Inéditos Monásticos publicados e, um sem número de textos ainda manuscritos.

Versando principalmente factos da História Eclesiástica, nomeadamente relativos à sua obra, subscreveu também o Catálogo dos Escritores Beneditinos da Congregação de Portugal.
A historiografia do Cardeal Saraiva pode ser agrupada nos seguintes conjuntos: bibliografias; memórias históricas; biografias extensas e biografias breves.

Nos finais do século XVIII começou Saraiva a frequentar a Corte com o Geral dos beneditinos, aureolado pela fama que o acompanhava desde os estudos em Coimbra. É cronista – mor da Ordem de S. Bento, cargo que ocupará durante treze anos. Também na carreira do episcopado, Saraiva percorreu todas as fases relevantes e atingiu o cume possível no Reino.

Durante o período das invasões francesas e inglesas, que devastaram o nosso país (1807-1820), Frei Francisco de S. Luís, notável já pelo seu valor intelectual e moral, vai assumir uma posição política de envergadura no movimento libertador do país e das novas ideias políticas da Europa liberal. De tal modo, que o frade limiano aparece praticamente desligado da ordem beneditina para se consagrar ao movimento de libertação do seu povo e se mostrar decisivamente a favor da causa liberal que levou à revolução de 1820.

De volta aos conventos, dedica mais dez anos à pesquisa arquivística nos cartórios e ao magistério universitário, pois em 1806, sagra-se como o primeiro Doutor Teólogo, em Coimbra.
Só com a revolução de 1820, que implanta a revolução liberal em Portugal, começa em definitivo a sua carreira política. Preconiza-se então uma monarquia constitucional- católica, concebida e vigiada pelas cortes.

Logo chamado a fazer parte da Junta de Governo Provisório, no Porto, ele há de ser eleito Regente do Reino, nas Cortes Extraordinárias e constituintes. Chega assim à suprema magistratura do Estado, num organismo colegial que rege o país na ausência do monarca, a viver no rio de Janeiro. Distingue-se pela sua moderação e simpatia pelo sistema político inglês. Contudo, ao esboçar, em 1821, uma constituição para Portugal, ele coloca a igualdade a par da liberdade, da propriedade e da segurança, entre direitos fundamentais dos cidadãos.

A partir de 27 de Janeiro de 1821 torna-se membro doa Regência do Reino, a 19 de Julho, do mesmo ano, é nomeado Bispo Coadjutor de Coimbra e, a 20 de Outubro, reitor da universidade, assumindo a Direcção da Junta das Escolas do reino. Em 15 de Agosto é eleito Bispo de Coimbra e sucede como 18º Conde de Arganil. Recebe o tratamento de Bispo Reformador Reitor, ao mesmo tempo que cuida das finanças episcopais, como fizera com  as universitárias. Preocupa-se com a formação e actividade do clero e as legislaturas.

Com o regresso do absolutismo em 1823, perde todos os seus cargos, vive forçada reclusão no mosteiro da Batalha, aproveitando o ensejo para fundamentar documentalmente a história desse momento, em memória oferecida à Academia Real. Acaba-se-lhe o exílio, com a morte de D. João VI. Em 1826, já em Ponte de Lima, volta a ser Deputado e Presidente da respectiva Câmara.

Em 1828, o absolutismo de D. Miguel vale-lhe seis anos de desterro no convento da Serra D’ Ossa, tão fiel é ao imperador, à Rainha e aos valores da liberdade. Liberto pelo Duque da Terceira, em 1834, reaparece como guarda – mor da Torre do Tombo e instala no convento de Jesus a Academia Real das Ciências, a cuja classe de letras presidirá. Passa depois à câmara, mais do que uma ocasião seu vice-presidente, entrando para o ministério de D. Maria II, a convite do Duque de Palmela. No entanto, em 1835 Saraiva deixa o ministério, por não concordar com a extinção das ordens religiosas. Em compensação, D. Maria II fá-lo Par do Reino e outorga-lhe a Grã – Cruz da Ordem Militar da Cruz de Cristo.

Restabelecidas as relações com a santa Sé, conforme há muito desejava e trabalhava, acabou por ser elevado ao máximo posto de Cardeal Patriarca de Lisboa em 13 Janeiro 1840, por indigitação de D. Maria II. De facto, em breve Papal de 4 de Abril de 1843, era confirmado como Cardeal patriarca de Lisboa o Bispo D. Frei Francisco de S. Luís Saraiva, que exerceu até à morte, em Marvila, a 7 de Maio de 1845.

Muito haveria a dizer sobre a sua acção à frente da Diocese de Lisboa e sobre a questão das relações da Igreja portuguesa com a Corte Pontifícia, nomeadamente em relação ao Padroado Português no Oriente, em que Saraiva mostrou toda a sua inteligência e zelo para resolver todas as questões derivadas da oposição do clero liberal com o clero absolutista por ocasião das lutas entre liberais e miguelistas.

Ronda os oitenta anos ao morrer, algo céptico e muito invejado pela extraordinária carreira, quanto odiado pelo seu indefectível liberalismo e respeito por D. Pedro e D. Maria II, sua filha. É inumado com todas as honras e na presença de reis, encontrando-se sepultado no panteão dos Cardeais, na igreja de S. Vicente de Fora, em Lisboa.

Outros Ilustres

Políticos / Diplomatas / Militares e Juristas Ilustres

António de Araújo Azevedo Pereira Pinto
Nasceu a 14 de Maio de 1754 na antiga Casa e Quinta de Sá.
Faleceu em 21 de Junho de 1817 na Cidade do Rio de Janeiro.
Foi Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar, Grã Cruz da Ordem de Cristo, Conde da Barca e Regente de D. João.

António Arnaldo Mendes Norton de Matos
Foi Juiz de Direito de S. Tomé, Juiz de Barlavento, Juiz do Supremo tribunal de Justiça e reitor da Universidade de Coimbra.
Fez sempre da administração da justiça; impondo-se pelos seus talentos e virtudes ao respeito e admiração dos concidadãos.
Faleceu a 17 de Dezembro de 1923.

António de Melo da Gama Araújo e Azevedo
Senhor da Casa da Garrida, na freguesia da Ribeira.
Vereador da Câmara de Ponte de Lima (1820-1823) e presidente da mesma como administrativo (1874). Coronel das Milícias de Viana do Castelo.
Formado em Brigadeiro.
Teve dois filhos e foram ambos assassinados.

António Roberto de Araújo
Nasceu no dia 4 de Setembro de 1766 e faleceu em 9 de Janeiro de 1820.
Magistrado de grande cultura jurídica e humanista.
Foi Corregedor de Pinhel, Administrador da Casa do infantado e Presidente do Senado de Vila Real.

Beato Francisco Pacheco
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Boaventura José Vieira
Nasceu em Ponte de Lima a 7 de Setembro de 1825.
Formou-se na Faculdade de Matemática em Coimbra e tirou ainda o Curso do Colégio Militar.
Faleceu a 9 de Agosto de 1887.

Francisco Roberto de Araújo Magalhães Barros (Conselheiro)
Nasceu a 9 de Janeiro de 1840, falecendo em Lisboa a 13 de Abril de 1929.
Formou-se em Direito em 1865 tendo alcançado várias distinções

Gonçalo Coelho de Araújo
Foi Governador em Cerveira no tempo das invasões francesas.

Gonçalo Pereira da Silva de Sousa Menezes – 3º Conde de Bertiandos
Possuía várias condecorações, devendo destacar-se entre elas a Grã-cruz da Torre e Espada.
Faleceu em Junho de 1929 em Lisboa.

José Mimoso de Barros Alpoim
Formou-se em Direito, tendo sido Secretário-geral do Governo em Cabo Verde e mais tarde presidente da câmara, administrando Ponte de Lima.

Manuel Eleutério Malheiro
Nasceu a 28 de Maio de 1793.
Tomou parte nas quedas de Montevideu do Rio da Prata e no Cerco do Porto aí conquistando, pelo seu heroísmo o grau de Oficial da Torre e Espada.
Foi Governador-geral de Angola e tinha carta de Conselheiro.

Nuno Brandão de Castro
Natural da Vila de Ponte de Lima, em 1853 foi nomeado Tenente-Rei entrou nas lutas liberais, sendo um dos “Bravos do Mindelo”.

Padre Manuel José Barbosa Correia
Fundador da Oficina de S. José
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Tomás Xavier de Lima Nogueira Vasconcelos Telles da Silva
Nasceu em 1727 e faleceu em 23 de Dezembro de 1800.
Foi Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino.

Homens das Letras

Homens das Letras

Alberto de Oliveira de Sousa Machado

Foi presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima de 1935 até 1937.

Obras:

“Ponte Romana de Ponte de Lima”, “O Coronel Gonçalo de Araújo”, “A Família de António Feijó no 1º Centenário do Nascimento”, “Os Nossos Costados”.

Alfredo da Rocha Peixoto

Formou-se em Filosofia e Matemática, doutorando-se em 1872 com 24 anos de idade. Faleceu em Coimbra a 2 de Agosto de 1904.

Nasceu na Rua do Castelo em Ponte de Lima a 11 de Julho de 1848.

Escreveu “Les Mathematiques en Portugal”.

Álvaro Feijó

Poemas de Primeiros Versos

Aníbal Marinho

Aníbal de Jesus Varela Marinho nasceu em Ponte de Lima, na casa nº39 da Rua da Abadia, a 14 de Janeiro de 1902 e faleceu a 3 de Outubro de 1994 em Sta. Maria Maior em Viana do Castelo.

Trabalhou na repartição de Finanças de Ponte de Lima.

Participou activamente na campanha eleitoral do General Norton de Matos para a Presidência da República.

Publicista e poeta, colaborou no Elucidário Regionalista de Ponte de Lima e, durante muitos anos, cerca de 50, no Jornal Regional “Cardeal Saraiva”. Em 1976, publicou um livro intitulado “Homens e Ideias”, colectânea de diversos sonetos e quadras, bem como alguns artigos em prosa, extraídos dos jornais regionais onde colaborou.

António Feijó – (ler mais)

Sol de Inverno; Sol de Inverno … (últimos versos); Transfigurações … 1878 – 1882; Ilha dos Amores; Ilha dos Amores – Auto do Meu Afecto – Alma Triste; Líricas e Bucólicas; Poesias Completas

António Ferreira

António Maria Gonçalves Ferreira, nasceu na “Quinta da Mó”, em Ponte de Lima, no dia 8 de Dezembro de 1885.

Era filho de António Afonso Ferreira e de D. Maria da Conceição Gonçalves Ferreira.

Foi magistrado, iniciou a carreira na Comarca de Sta. Cruz (Ilha da Madeira). Foi desembargador do Tribunal da Relação do Porto, Juiz Auditor do Tribunal Militar Territorial.

Exerceu o cargo de Presidente da Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez. Fez parte do grupo “Amigos do Rio Lima”

Escreveu “Horacianas” 1916, “Sinfonia do Crepúsculo” em 1919. “Canto Secular” 1930, ilustardo com águas-fortes de Feliciano Guimarães, “Limianas”, dedicado à memória do Dr. Teófilo Carneiro em 1931, “Musa Histórica” em 1940 e “Musa Errante” inédito.

O único romance publicado por António ferreira foi “Maria Luísa” com data de 1936.

Outros trabalhos de salientar foram, “Elogio Académico de João da Rocha”, “Elogio Regionalista de António Feijó”, “Elogio Biográfico do Conselheiro Augusto Pinto Osório”, “Forum”, “Camilo Advogado” em 1936, “O Cardeal Saraiva” em 1948, “O Poeta Queiróz Ribeiro” em 1954, “A Escola Parnasiana em frança e os seus derivados Literários”, “Teófilo Gauthier”, “O Poeta Cristão” e a sua última obra “Um passeio Cultural na Obra de António Feijó” em 1959.

António Joaquim de Castro Feijó

Nasceu em Ponte de Lima em 1 de Junho de 1859.

Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra (1882) e em 1885 é nomeado Cônsul no Rio Grande do Sul e depois Pernambuco e Recife.

Faleceu a 20 de Junho de 1917.

Escreveu «Sacerdotes Magnos», «Trafiguração», «Lirícas e Bucólicas», «À janela do Ocidente», «Cancioneiro Chinês», «Ilha dos Amores», «Bailatas».

António de Magalhães

Figuras Ilustres

Almanaque Ilustrado de “O Comércio do Lima”

António de Pádua

Davos-Am-Platz

Estrutura e Composição de Célula

Esgotos

A Minha Gerência no Governo Civil de Coimbra

António Pereira Rego

Nasceu na Freguesia de Arcozelo.

Foi garboso cavaleiro e poeta que tomou parte na Guerra da Independência.

Escreveu “Instrução da Cavalaria de Brida”.

António Maria Vieira Lisboa

Nasceu em Ponte de Lima em 8 de Março de 1857.
Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1881, foi nomeado Delegado do procurador da Coroa e fazenda da Comarca de Luanda, exercendo por diversas vezes, os cargos de Procurador da Coroa e Fazenda, Curador Geral dos Serviçães e Colonos e de Auditor da Guerra. Foi Juiz de Direito na Comarca de Moçambique, foi Presidente do Bispo de Philadelphia..

Quando Juiz de Direito em Moçambique, foi nomeado Director da Escola de Artes e Ofícios.

Faleceu a 29 de Maio de 1924.

António Vieira Lisboa

Poeta, presidente da CMPL,dos BVPL,filho de António Augusto vieira Lisboa e de Maria Maria Beatiz da Silva Gouveia Vieira Lisboa, nascido em 1907 e falecido em 1968, viveu na Casa da Garrida.

Escreveu, “Versos Estranhos”, “Mulheres”, “Poemas de Amor e Dúvida”, “Ao longo do Rio Azul”.

Artur da Cunha Araújo

Perfil do Conde da Barca

Augusto Pinto Osório

Associação dos Advogados de Lisboa

Lembrança da Mocidade

Lembrança da Mocidade – Alguns Casos Históricos

Lembrança da Mocidade – História da Academia de Coimbra

No Campo da Justiça

Conselheiro João Franco e Pinto Osório

O Caso do Banco do Minho

Avelino Guimarães

Director do Jornal Cardeal Saraiva, Jornalista na Imprensa Regional.

Avelino Guimarães não se quedou nos alcances do seu quotidiano, embrenhou-se também na vida Teatral e cinematográfica, ao ponto da sua acção ser meritória para o bem público. Trouxe ao Teatro Diogo Bernardes, os mais credenciados artistas da época como: Adelina Abranches e o grande actor de palco Chaby Pinheiro, entre outros de grande mérito.

Bento Leão da Cunha Carvalhães

Nasceu a 18 de Junho de 1848.

Natural da Correlhã, era Doutor de Capelo.

Escreveu “Dramas de D. Nuno Álvares Pereira”, Dulce”, “A Ressurreição”, “O Casamento Imaginado”.

Cardeal Saraiva – (ler mais)

Nascido na Rua do Carrezido, na Vila, em 26 de janeiro em 1766.

Foi Conselheiro, membro da Junta Provisória do Governo Supremo do Reino, Bispo de Coimbra e Conde de Arganil. Cardeal Patriarca de Lisboa, Senhor de Goa, Conselheiro de Estado dos Negócios do Reino.

Faleceu a 7 de Maio de 1845.

Conde de Bertiandos

Lendas – Contos e Narrativas

Cónego António Miranda Magalhães

Era Natural de Ponte de Lima, onde nasceu a 25 de Julho de 1882.

Frequentou os Seminários do Espírito Santo em Braga.

Concluindo os Cursos missionou na província de S. Tomé.

Além de ser um importante missionário era um grande cientista.

Escreveu “Os ambuos de Angola” e “Manual das Línguas Indígenas de Angola”.

Cristovão Soares de Abreu

Magistrado que serviu na Casa da Suplicação.

Vereador do Município de Lisboa.

Faleceu a 4 de Junho de 1684.

Escreveu “Oração a El-Rei D. Afonso VI e rainha D. Maria Francisca Isabel”, Catálogo de Mobiliário de Diversas Famílias Portuguesas.

Delfim José Monteiro Guimarães

Nasceu a 19 de Maio de 1841, filho de Delfim Monteiro Guimarães, valente soldado do Cerco do Porto onde D. Pedro o condecorou com a Torre e Espada, pondo-lhe ao peito as suas próprias insígnias.

Foi um grande jornalista.

Faleceu em Lisboa a 22 de Fevereiro de 1891.

Confidências

O Rosquedo

Juramento Sagrado

Outonais

Teófilo Braga e a Lenda do Crispal

Bernardino Ribeiro

Flores do Mal

Diogo Bernardes

Rimas Várias – Flores do Lima

O Lima

O Lima – Cartas

O Lima – Éclogas

Domingos Tarroso

Foi Escrivão de Direito em Ponte de Lima, e mais tarde exerceu funções idênticas em Lisboa.

Deputado da nação, Secretário do Ministro da Fazenda, Jornalista, Orador, Poeta, Filosofo, Sociológo, Romancista, Polemista, Financeiro.

Tarroso é o mais admirável exemplo de autodidacta que nós conhecemos.

Redigiu dois esplendidos Jornais, O “Eco do Lima” e “Política Nova”.

Publicou os Livros “Filosofia da Existência”, “Poemas Modernos”, “Monopólio da Ciência Oficial”, “Os Tribunais Comerciais”, “À Geração Nova”, “Forma de Votar”, A Poesia Filosófica O Monopólio da Cimeira Oficial

Feliciano Guimarães

Feliciano Augusto da Cunha Guimarães, nasceu em Ponte de Lima em 31 de Julho de 1885.

Fez o Curso Médico da Universidade de Coimbra com altas classificações e alguns prémios. Doutor em Medicina e Cirurgia, Professor Catedrático.

Tomou parte em vários congressos. Publicou “Transporte coloidal de medicamentos”, dissertação de concurso em 1914; “Medicamentos Bioetiotropos”, lições em 1925; “A Universidade de Coimbra”, conferências em 1928; “Idiossincrasias medicamentosas” em 1929;

“Misturas de Espécies”, “Ferros de Coimbra”, “Sobre um Quadro de Rubens”, “A Crucificação”, “A Universidade de Coimbra”, “Azulejos de Figuras Avulsas”, “Águas de Grilhões”, “Biblioteca da faculdade de Medicina de Coimbra”, “Francisco Tavares”.

Fundou e dirigiu os Arquivos do Instituto de Farmacologia e Terapêutica Experimental de Coimbra e o Boletim da Biblioteca da Faculdade de Medicina. Tem colaboração nas publicações do Instituto de Climatologia e hidrologia e em vários jornais de Lisboa e Coimbra.

Francisco de Alpuim e Meneses

Nascido em Calvelo em 3 de Outubro de 1790.

Faleceu em Paris em 1870.

Em 1814 era Adido à Embaixada de Londres.

Escreveu “A Ambição e Erminía” e a “Conquista de Jerusálem pelos Cruzados”.

Francisco de Queiroz

Sinfonia Heróica

Almanaque de Ponte de Lima

António Feijó e os Poetas Contemporâneos da Ribeira Lima

Francisco Malheiro

Auto e Denunciação de Um Advogado

Francisco Vieira da Cunha

Brilhante Jornalista, redactor Chefe de “O Século”, tendo antes feito parte do “Jornal da Manhã”, “Jornal do Porto” e a “Província”, além de ser um brilhante jornalista Francisco Vieira da Cunha foi também Cônsul de Portugal em Orense.

Frei António Pereira Lima

Nasceu em 1616 e faleceu a 3 de Julho de 1673.

Foi Comendador de Sernancelhe, na Ordem de Malta, Leça do Bailio, etc.

Escreveu muito sobre genealogia.

Frei Cipriano de Mendonça

Natural de Arcozelo.

Doutor pela Universidade de Coimbra onde seguiu cadeira, tendo ido a Roma tratar junto do Papa de interesses da sua ordem.

Faleceu em 13 de janeiro de 1676.

Escreveu o itinerário da Jornada que fez em Roma, “Catálogo dos Escritores da Monástica Consagração dos S. Bento no Reino de Portugal”.

Frei José da Expectação

Nascido a 21 de Setembro de 1721.

Escreveu muitas obras didácticas, servindo de guia aos que se dedicam aquele estudo.

Frei Manuel da Graça

Nasceu em 1 de Agosto de 1670 e faleceu em 22 de Agosto de 1753, com 83 anos.

Doutor em Filosofia e Teologia pela Universidade de Coimbra.

Frei Pedro de Poiares

Natural de Poiares, faleceu em 1678.

É da sua autoria o “Dicionário Lusitano Latino de nomes próprios de Regiões, Reinos e Províncias”.

Gaspar de Amorim

Professor na Ordem Agostiniana no Convento da Graça em Lisboa.

Publicou os sermões que pregara nos anos 1618, 1653, 1637.

Faleceu a 7 de Agosto de 1646.

Inácio de Abreu Lima Feijó

Novas Bailatas

João António Bezerra de Lima

Nasceu a 18 de Setembro de 1737, natural de Arcozelo.

Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra.

Escreveu várias obras, uma das quais em verso.

Faleceu em Coimbra a 2 de Agosto de 1812.

João de Araújo Lima

Homenagem a António Feijó

José de Bertiandos

Natural de Bertiandos.

Viajou em diferentes países.

Escreveu várias obras que ficaram manuscritas.

Faleceu a 12 de Fevereiro de 1663

José de Abreu de Lima Coutinho

Frequentou a faculdade de Matemática de Coimbra.

José de Abreu Coutinho nascera para num meio maior fazer escutar a sua vontade de conduzir homens para um grande objectivo.

Aquele fecundo publicista dedicou-lhe em 1883, o volume “A Poesia Lusófica”.

Faleceu a 14 de Dezembro de 1820.

José de Castro Sousa e Silva

Nasceu em 19 de Janeiro de 1846 e faleceu a 21 e Junho de 1908.

Escreveu um romance “Três Amantes Infelizes”, a comédia e um acto, “Um marido em Questão”, os dramas “A Traição” em três actos “Augusto” em dois actos e dois quadros, e “Amor e Resignação”, publicando-os quando estudante.

Escreveu a revista “O Comendador da Aldeia”.

José de Sá Carneiro

Nasceu em Ponte de Lima, em 29 de Abril de 1896.

Orfão de pai e mãe, foi educado no Colégio do Espirito Santo de S. Tomás de Aquino em Braga.

Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra.

Escreveu «D. Aleixo», «Livro de contas», «A vida do Linho», «Brasil ida e volta»,

«Itinerário Romântico do Porto».

José de Sá Coutinho (3º Conde de Aurora)

Nasceu em Ponte de Lima em 29 de Abril de 1896. Orfão de Pai e Mãe foi educado no Colégio do Espírito Santo e S. Tomás de Aquino de Braga.

Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra.

Foi Juiz do Tribunal do Trabalho.

Escreveu “D. Aleixo” romance de 1922, “O Pinto” romance e Prémio Eça de Queirós em 1935, “Livro de Contos” em 1942, “Roteiro da Ribeira Lima” 1ª edição em 1929, 2ª edição em 1939 e 3ª edição em 1959, “A Vida do Linho” em 1939, “Mal Notadas Letras” em 1952, “Brasil Ida-e-Volta” em 1954, “Itinerário Romântico do Porto” em 1961 e “Caminho Português de Santiago de Compostela” em 1965.

Faleceu no Porto em 6 de Agosto de 1973, foi sepultado em Ponte de Lima

O Douro Litoral

D. Aleixo

O Porto de Salazar

Ponte de Lima – Indicações Gerais

O Pinto

O Estado e as Missões

Esse Direito Novo – O Trabalho

No Espólio de Sartinha – Conferência

Em Louvor dos Açoreanos

Elogios do Venerando Prelado D. Agostinho Martins

Eça de Queiroz

Brasil Ida e Volta

Festa d`Agonia

Monografia do Concelho de Ponte de Lima

Mal Notadas Letras

A Imprensa ao Serviço do reinado Social do Coração de Jesus (tese)

Roteiro da Ribeira Lima

O Carro de Bois Minhoto

Júlio dos Reys Lemos

Nasceu em Ponte de Lima a 7 de Setembro de 1878.

Foi Secretário da Câmara Municipal de Paredes de Coura, esteve nesse cargo  desde 1901 até 1911. Ao longo dos seus 37 anos de serviço foi alvo de diversos louvores e de muitas referências elogiosas. Pertenceu a quinze agremiações cívicas, culturais e políticas, de âmbito local e nacional.

Foi sócio-correspondente de dezasseis instituições académicas, das quais se destaca o Instituto de Coimbra, a Sociedade de Geografia de Lisboa, o Retiro Literário Português do Rio de janeiro, a Academia de Ciências de Portugal a Associação dos Arqueólogos Portugueses, etc. Foi sócio fundador do

Instituto Histórico do Minho.

Estreou-se na imprensa com um artigo no Jornal “Vida Nova”, em 1993. A partir daí publicou 22 trabalhos, que vão da revista literária ao conto, da novela aos almanaques (preciosíssimos), não esquecendo a história, o ensino, a pedagogia, etc.

Prefaciou e colaborou em trinta e dois outros livros, nomeadamente nos “Trabalhos da Academia das Ciências de Portugal” (vol. VI) e em peças de Teatro com Óscar de Pratt e João Galhardo.

Escreveu para cento e setenta e três jornais e revistas do Continente, Açores, Angola , Brasil e Espanha e dirigiu  perto de duas dezenas de números únicos. Fundou “O Etna”, “Myosotis”, “Gazetilha de Coura” e “Gazeta dos Municípios”, de que foi Director. Foi redactor de vários Jornais e revistas.

Viana dos Meus Amores

Vozes de Animais

Trindade Coelho, Mestre de Civismo

Campesinas – Quadro do Minho

O Limianista Dr. Lima Bezerra

Biografia de Miguel Dantas G. Pereira

Elogio do Contista Trindade Coelho

Pequeno Dicionário Luso-Brasileiro

Achegas Pio-Biblio-Iconográficas

Almanaque de Ponte de Lima

Ares da Montanha

Damaso de Lemos – 1881-1947

Don Álvaro de Las Casas

Luís Correia Caldeira

Nasceu a 19 de Janeiro de 1927.

Faleceu a 8 de Agosto de 1851.

Escreveu vários versos, um deles “O trovador”, compondo mais tarde “As Flores da Bíblia”.

Luís Nogueira

Acção de Investigação de Paternidade em Apelação

Manuel de Figueiredo

Manuel de Figueiredo Serra, nasceu a 15 de Julho de 1725 em Ponte de Lima.

Inicia os estudos de Humanidades na Escola da Congregação dos Oratorianos em Lisboa. Ele próprio terá formado uma Academia Literária.

Ainda frequentava o Curso de Direito de Coimbra quando o seu padrinho o levou para a Embaixada de Madrid como seu Secretário. Foi membro da Academia dos Ocultos em 1745, e mais tarde figura entre os primeiros sócios da Arcádia Lusitana em 1756, onde tinha o pseudónimo pastoril de Lícidas Cíntio. Terá sido convocado para alto funcionário da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa.

Entretanto faz uma pausa na escrita e volta a escrever em 1770, datam dessa época peças como “Ósmia ou Poeta em anos de Prosa” entre tantas outras- Até o poderoso Marquês do Pombal lhe encomenda algumas obras.

A partir de 1775, Manuel de Figueiredo começa a recolher e publicar os primeiros volumes da sua obra literária.

Foi o dramaturgo português que mais obras teatrais escreveu nessa época.

Faleceu em Lisboa a 27 de Agosto de 1801.

Manuel Gomes de Lima Bezerra

Escreveu numerosas obras científicas.

Escreveu os “Estrangeiros do Lima”

Faleceu em 6 de Março de 1806.

Manuel Rodrigues da Silva

Nasceu a 14 de Agosto de 1793 e faleceu em Braga a 6 de Dezembro de 1869.

Entre os seus trabalhos contam-se traduções de Florian, Goldsmith, Milton, Homero, Aysac, etc.

Escreveu ainda “Novidades Biblioteconómicas” e “Poesias”.

Mário Ferreira

Justos e Justiceiros

Norton de Matos – (ler mais)

Os Dois Primeiros Meses da Minha Candidatura

Duas Cartas Célebres

Topografia e Geologia do Concelho das Ilhas

Mais Quatro Meses da Minha Candidatura

Angola – Ensaio Sobre a Vida e Acção de Paiva Couceiro em Angola

África Nossa

Acção Civilizadora do Exército Português no Ultramar

A Província de Angola

Fotogrametria

La Formation de La Nation Portugaise

Memórias e Trabalho da Minha Vida

A Acção Civilizadora do Exército Português

Circular do Governo Geral de Angola

A Nação Una

Regimento que El-rei D. Manuel deu a Simão da Silva

Tarefa Ingente

Padre António Pereira

Nasceu na rua do Postigo, em 25 de Janeiro de 1768 e faleceu em Braga no dia 3 de Setembro de 1858.

Foi Perfeito da Congregação do Oratóripo de braga, Professor de Filosofia, Examinador Sinodal do Arcebispado, Deputado às Cortes Constituintes, Vigário Capitular e Governador da Diocese.

Escreveu obras como “Reflexões Teologicas”, “reputações das Notas Heterodoxas” que se encontram na tradução da bíblia do Padre António de Figueiredo.

Padre Gonçalo Augusto Álvares Pereira

Escreveu numerosos artigos na imprensa local, todos muito interessantes, alguns baseados nos trabalhos históricos do seu velho e querido mestre.

Era Professor do Liceu de Chaves, um latinista e cavaqueador engraçado.

Padre Manuel de Barros

Nasceu em 1564, filiando-se em 1584 na Companhia de Jesus.

Foi missionário no arquipélago de Cabo verde.

Escreveu um Opúsculo em Italiano publicado em Roma em 1615.

Padre Sebastião Gonçalves

Nascido em 1554 e falecido em goa no dia 23 de Março de 1619.

Escreveu a “História de todos os Varões, ilustres religiosos que floresceram na Índia”

Padre Severino António Zemith

Natural da freguesia da Ribeira e de família honrada.

Nasceu por volta de 1786 e faleceu a 5 de Abril de 1864.

Foi professor de latim em Viana

Rodrigo de Abreu

A Vida Preciosa D. Ester M. Norton de Matos

Almanaque de Ponte de Lima

Rui Pereira

Natural de S. João da Ribeira.

Escreveu o “Itinerário de Portugal até à Índia por Terra”

Sebastião Sanhudo

Nasceu em Ponte de Lima em Fevereiro de 1851, iniciou a sua carreira como caricaturista no “O Pai Paulino”, Jornal editado no Porto por Costa Carregal, um amigo de Rafael Bordalo.

Publicou o “Sorvete” em 1878, onde faz uma alusão aos carecas de Ponte de Lima, as “Caricaturas dos Homens mais Célebres do Porto e seus Arredores” em 1884.

Teófilo Carneiro

Teófilo Maciel Pais carneiro nasceu em Ponte de Lima, na casa nº17 da Rua Vasco da Gama, hoje Rua do Arrabalde em 24 de Março de 1891.

Iniciou os Estudos secundários no Liceu de Guimarães, transferindo-se, depois para Braga, onde foi Presidente da Academia e da Liga Académica Republicana.

Em Outubro de 1911 iniciou em Coimbra o Curso de Direito que concluiu em 1916.

Escreveu a “Balada da Despedida” do seu Curso.

Foi advogado em Ponte de Lima. Foi Presidente da Comissão Deliberativa e Executiva da Câmara Municipal de Ponte de Lima e Deputado da Nação em duas Legislaturas.

Fundou em parceria com Dr. Adelino Ribeiro Sampaio o Jornal “Democracia do Lima” .

Faleceu na casa em que residia em 3 de Agosto de 1949 em Ponte de Lima.

Escreveu “Poesias”.

Visconde de Cortegaça

Mobiliário de Alentei

João Franco – Último Presidente do Concelho

Um General Contra Um Juiz

Apontamentos retirados dos:

“Anunciadores das Feiras Novas”

“Almanaque de Ponte de Lima