Em Portugal o Feudalismo terminou com o acto da sua independência, no princípio do século XII, e qualquer tentativa no sentido de o restaurar por parte da nobreza, foi prontamente eliminada pelos nossos reis.
O desejo de autonomia do país, em relação aos reinos da Galiza, Leão e Castela e, depois, o período das descobertas e conquistas ultramarinas e a sua manutenção, fizeram com que toda a população, e duma forma geral as suas elites, ou seja a nobreza, estivessem ocupadas no “Serviço” do rei.
Não havia, pois, motivos para que os nobres fortificassem as suas casas, o que, aliás, lhes era vedado pela legislação do reino, tendo por vezes assistido à demolição, imposta pelo rei, das torres que abusivamente tinham construído.
Seja-me agora permitido transcrever aqui o que disse, no 1.º volume de “Casas Senhoriais Portuguesas”, sobre a evolução destas casas.